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O Mandarim Eça de Queirós
O Mandarim
Eça de Queirós
Do ponto de vista da evolução literária de Eça de Queiroz, O Mandarim representa, portanto, um momento de virada: aquele em que o escritor abandona a "preocupação naturalista", que, segundo o próprio Eça, embora tivesse servido para lhe disciplinar o espírito, também "o condenara a reprimir, muitas vezes sem vantagem, os seus ímpetos de verdadeiro romântico que no fundo era". Determinado seu lugar na produção queiroziana, observemos rapidamente essa obra singular. O Mandarim é antes um conto que uma novela, pois sua trama se concentra à volta de uma só personagem e a ação se reduz a um único acontecimento central, que implica todos os desenvolvimentos posteriores. O registro genérico é o da farsa moralizante, e o ponto de partida é um problema moral que era conhecido, no século passado, como o "paradoxo do mandarim". No seu texto, a China não é apenas o lugar abstrato, incógnito e remoto, onde vive um homem desconhecido cuja vida é destruída por um ocidental. Pelo contrário, ganha concretude e responde por cerca de metade do número de páginas da história. Da mesma forma que o Médio Oriente em A Relíquia, a China é praticamente tudo em O Mandarim. Mas a diferença é que, enquanto em A Relíquia, Eça descreve um ambiente e civilização que observara pessoalmente, em O Mandarim nos apresenta um lugar construído a partir de relatos de terceiros, de leituras e, principalmente, pela livre imaginação. Daí, justamente, o interesse da viagem de Teodoro, que nos conduz a uma China colorida, bastante bizarra, em que encontramos uma espécie de súmula da visão europeia do que fosse o Extremo Oriente. Para o leitor de hoje, como para o de ontem, sem dúvida a parte mais atraente de O Mandarim continua a ser a viagem chinesa.
| メディア | 書籍 Paperback Book (ソフトカバーで背表紙を接着した本) |
| リリース済み | 2013年12月10日 |
| ISBN13 | 9781494462659 |
| 出版社 | Createspace Independent Publishing Platf |
| ページ数 | 126 |
| 寸法 | 152 × 229 × 7 mm · 176 g |
| 言語 | ポルトガル語 |